Mas
existem alguns fatores que diminuem ou eliminam a dor, entre eles: o
sono, os remédios, a hipnose, a meditação. O clima também influi na dor e
em sua reincidência, sendo inúmeros os casos em que pessoas que tiveram
acidentes, ou portadoras de artrite ou outras doenças que causam dor,
que relatam sentir a mesma dor quando o tempo muda ficando chuvoso ou
frio, por exemplo. É como se o cérebro tivesse uma 'memória para dor',
que torna a voltar como da primeira vez que a dor foi sentida, quando
circunstâncias ambientais semelhantes àquele dia tornam a acontecer.
Nossa
expectativa e nossa postura mental, assim como nossa sugestionabilidade
diante da dor são fatores decisivos para seu controle - pessoas que
ouviram histórias parecidas com as suas 'sabem' de antemão que sentirão
dor, e realmente sentem. Enquanto que outras, que simplesmente ignoram a
dor (de um parto, por exemplo), passam por ela sem maiores problemas.
O controle da respiração e o relaxamento colaboram de modo significativo para o controle da dor, diz Dr. Ernest L. Rossi, hipnoterapeuta ericksoniano, o que mostra que a mente e o cérebro têm uma grande participação nesse processo.
Quando um paciente vai passar por uma cirurgia, ele colabora muito mais com o médico e sua recuperação é bem mais rápida se, antes, ele é informado passo a passo do que vai ser feito e pode acompanhar as próprias alterações feitas em seu corpo.
O estado de relaxamento auxilia também em casos mais sérios, quando o controle da dor não é suficiente para dispensar o uso da anestesia. É sabido que pacientes odontológicos necessitam de maior dose de anestesia quando estão nervosos do que quando estão relaxados. A meditação leva o indivíduo ao estado de relaxamento, daí seu caráter benéfico que tem reflexos no organismo.
Em geral, a dor costuma chamar a atenção de quem a possui, e essa atenção concentrada na dor só faz aumentá-la.
Nenhum comentário:
Postar um comentário