Profissionais que utilizam a técnica, seja para
combater a ansiedade ou para ajudar no tratamento de doenças graves,
relatam os resultados observados em seus pacientes
Texto • Daniel John Furuno - Fonte: TriadaJoyce Rojais Fernandes de Melo, 29 anos, psicóloga, Bauru, SP
“Conheci a visualização criativa e, como trabalho com hipnose e
regressão, principalmente em pacientes com doenças psicossomáticas,
achei que a aplicação da técnica poderia ser interessante. Procurei
aprofundar-me e aprender mais sobre o assunto, e há seis anos venho
utilizando a visualização em minha prática diária de consultório. Tenho
observado ótimos resultados com meus pacientes, em casos ligados à
obesidade, à autoestima (principalmente em adolescentes), à disfunção
erétil, ao combate ao tabagismo, ao pânico e à depressão, e em pacientes
com problemas para controlar a ansiedade em dias de prova ou com
dificuldade em passar no exame para obter a carteira de habilitação”.
Elias Leite de Oliveira, 54 anos, psicólogo clínico e professor, Uberlândia, MG
“Eu trabalhava com pacientes portadores de câncer e tive contato com o
trabalho de O. Carl Simonton (oncologista norte-americano), autor de
livros como Com a Vida de Novo. Ele aplica a visualização
criativa nos pacientes em tratamento quimioterápico, com a intenção de
acelerar o processo de cura e evitar os efeitos colaterais. Nossa mente é
capaz de gerar imagens, que produzem emoções, que, por sua vez, liberam
neurotransmissores capazes de alterar nosso ânimo e saúde. Certa vez,
visitei um paciente de 87 anos que tinha um tumor hepático. Seu fígado
estava como uma pedra e era palpável na altura da cicatriz umbilical, o
que indicava que possuía cerca de quatro vezes o tamanho normal. Como
ele era militar, sugeri que, sempre que estivesse sozinho, comandasse as
tropas de seus glóbulos brancos até a região do fígado, pois aquelas
células eram subversivas e estavam ocupando uma área que não poderiam – e
era isso o que prejudicava sua saúde. Somado a isso, fizemos a
medicação homeopática com complementos ortomoleculares. Depois de 15
dias, fiquei imensamente surpresa com a regressão do tumor. Eu havia
sugerido que ele fizesse a visualização ao menos três vezes ao dia, mas
ele fazia muito mais que isso”.
Sandra Regina De Souza, 49 anos, médica, Rio de Janeiro, RJ
“Por meio de meus estudos sobre o trabalho de Carl Jung (psiquiatra
suíço), conheci a visualização criativa – foi ele quem desenvolveu a
técnica, baseado em pesquisas alquímicas. É uma das ferramentas que
utilizo em consultório, pois possibilita mudança de pensamentos por
intermédio de novas imagens mentais. Também a utilizo para trazer à
consciência alguns aspectos reprimidos por meus pacientes. De forma
geral, o intuito é trazer transformação interna e externa. Já vi muitos
resultados, mas posso destacar um em especial. Um dos meus pacientes
estava em meio a um divórcio litigioso. Já fazia seis anos que o
processo estava parado por causa dos desacordos entre o casal. Meu
paciente estava com sérios problemas financeiros, precisando vender
alguns dos imóveis para se manter e não havia meios de se chegar a um
acordo. Foi neste momento que ele me procurou. Incrivelmente, depois de
dois meses e meio de tratamento, ele conseguiu resolver o que queria. É
importante deixar bem claro que a visualização criativa não é mágica. A
combinação da visualização com a terapia é fundamental. Trabalhamos
muitos aspectos dentro do paciente e isso, somado à mudança das imagens
mentais por meio da visualização, terminou por trazer resultados”.
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