Quem sou eu

Minha foto
Serrinha, Bahia, Brazil
Como é BOM receber sua visita em nosso cantinho virtual! Emerson Nogueira Vila Nova, fundador do Centro de Terapias Complementares - HARMONIZE, é Fisioterapeuta (Ucsal), Hipnoterapeuta, Pós Graduado em Terapia Regressiva, Pos Graduado em Acupuntura, Reikiano, Terapeuta Floral, Palestrante e acima de tudo, um grande admirador das potencialidades ineretes ao ser humano. Talvez seja por isso que aqui no HARMONIZE nosso maior tesouro é te ver sorrir, sentir-se bem, em busca de conquistas cada vez mais especiais, e dividir contigo todo o nosso carinho, respeito e motivação para seguir sempre adiante. Será uma IMENSA alegria para nós estarmos sempre ao teu lado compartilhando de cada uma dessas emoções especiais, pois esse é o verdadeiro sentido de nossa existência...aproveite cada momento e HARMONIZE SUA VIDA.
Mostrando postagens com marcador Metáforas / Reflexão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metáforas / Reflexão. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de maio de 2015

Mude para melhor!

   "A gente é livre mas se prende, não tem preço mas se vende, se explica mas não se entende. A gente é sorte mas brinca com o azar, é norte mas insiste em desdenhar, é flor mas insiste em se podar, é cor mas se deixa desbotar. A gente grita mas não consegue se escutar, a gente se solta mas não consegue se deixar levar, se conecta mas não consegue se ligar, a gente vê mas não permite se olhar." (Texto da Amanda Franca)


sábado, 24 de janeiro de 2015

O Homem que não Reclamava


Como a gente se irrita fácil hoje em dia, não é? São tantos problemas, tantas cobranças, tantos desafios... tão pouco tempo...
Parece que todo mundo vive irritado, à beira de um ataque de nervos. E a culpa é sempre de quem? Do mundo. Dos problemas. Das cobranças. Será que é mesmo? Será que não somos nós que precisamos dar um basta e mudarmos nossa atitude frente à tudoisso, não deixando que nossa paz interior seja afetada pelo menos, pelo pequeno, pelo mesquinho, pelas provocações, pelo que não é permanente e valioso como ela?
Pois hoje eu vou te contar a história do homem que não se irritava nunca. Quem sabe, pensando nessa história, tenhamos mais paz, tranqüilidade e compreensão...
A história é a seguinte:
Em uma cidade interiorana, havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram de levá-lo à irritação e à discussão, numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada, foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.
A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e, quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.
Ele esperou, calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente, ele chamou a garçonete, que se voltou fingindo impaciência e lhe disse:
- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo, e ficou pensativo por alguns segundos.
Todos pensaram que ele iria brigar. Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente:
- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
-Desconheço autorO Homem Que Não Se Irritava
Como a gente se irrita fácil hoje em dia, não é? São tantos problemas, tantas cobranças, tantos desafios... tão pouco tempo...
Parece que todo mundo vive irritado, à beira de um ataque de nervos. E a culpa é sempre de quem? Do mundo. Dos problemas. Das cobranças. Será que é mesmo? Será que não somos nós que precisamos dar um basta e mudarmos nossa atitude frente à tudo isso, não deixando que nossa paz interior seja afetada pelo menos, pelo pequeno, pelo mesquinho, pelas provocações, pelo que não é permanente e valioso como ela?
Pois hoje eu vou te contar a história do homem que não se irritava nunca. Quem sabe, pensando nessa história, tenhamos mais paz, tranqüilidade e compreensão...
A história é a seguinte:
Em uma cidade interiorana, havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém.
Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia, seus companheiros combinaram de levá-lo à irritação e à discussão, numa determinada noite em que o levariam a um jantar.
Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender à mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada, foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.
A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Mas ela serviu todos os demais, e, quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.
Ele esperou, calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente, ele chamou a garçonete, que se voltou fingindo impaciência e lhe disse:
- O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente:
- A senhora não me serviu a sopa.
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o:
- Servi sim senhor!
Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo, e ficou pensativo por alguns segundos.
Todos pensaram que ele iria brigar. Suspense e silêncio total.
Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente:
- A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
-Desconheço autor


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um novo olhar...

 

   Um casal mudou-se para um novo bairro. Na manhã do dia seguinte, enquanto tomavam café da manhã, a mulher olhou pela janela e viu sua vizinha estendendo roupas. Imediatamente ela comentou com o marido: “As roupas não estão limpas, nossos vizinhos não sabem lavar roupa, quem sabe eles precisem de um sabão melhor!”.

   Durante um mês eles comentaram sobre as roupas sujas dos vizinhos. Até que um dia a mulher olhou pela janela e viu a vizinha estendendo roupas impecavelmente limpas.

  Então ela disse ao marido: “Nossos vizinhos finalmente aprenderam a lavar roupa, veja como estão limpas! Quem será que os ensinou?”.

  Então o marido lhe disse: “Minha querida, na verdade fui eu que acordei mais cedo hoje e limpei a nossa janela!!!”.

  Assim é a vida: aquilo que vemos quando olhamos os outros depende de quão limpas estejam as janelas através das quais olhamos. Antes de criticar e buscar algo no outro para julgar, quem sabe não seja melhor perguntar se não estamos prontos para um novo olhar.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O Propósito do Sofrimento


    
    Enquanto visitava um amigo que havia sofrido um acidente e tinha de ficar acamado por longo tempo, 'Abdu'l-Bahá contou esta história sobre o propósito do sofrimento.

     Era uma vez um rei que queria nomear um de seus súditos para um alto cargo. Mas, ao invés de dar-lhe a colocação, ordenou que o homem fosse jogado na prisão. O homem ficou muito surpreso, pois tinha a expectativa de receber privilégios. O rei ordenou, a seguir, que o homem fosse retirado da prisão e espancado com bastões. Novamente, o homem não conseguia entender, pois ele achava que o rei gostava dele. Depois disso, foi pendurado pelo pescoço, até que ficou quase morto. Quando o homem estava bem, de novo, perguntou ao rei:
- Se vós gostais de mim, porque fazeis todas estas coisas a mim?

E o rei respondeu:
- Eu quero nomeá-lo meu primeiro ministro. Tendo passado por todos estes sofrimentos você agora está melhor qualificado para o cargo. Eu queria que, sentindo em si próprio, soubesse como é ser punido. Então, quando você for forçado a punir os outros dessas formas, saberá como é, pois passou por elas. Por te amar, eu quero que se torne perfeito.
40 Histórias para Aquecer o Coração:
O poder transformador de 'Abdu'l-Bahá
compiladas por Gloria Faizi
Editora Bahá-í

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Carta de Demissão de um Adulto

  

  Venho por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as ideias de uma criança de oito anos no máximo.
    Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo.Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
    Cansei dos dias cheios de computadores que falham, montanha de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças, necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe. Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida.
    Quero ter a certeza de que Deus está no céu, e de que por isso, tudo está direitinho nesse mundo. Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vai navegar numa poça deixada pela chuva. Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas forma.
    Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada. Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro caju, a primeira manga ou quando a jabuticabeira ficar pretinha de frutas. Quero poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida. Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de gude ou uma pelada.Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "batatinha quando nasce..." e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor ideia de quantas coisas eu ainda não sabia.Quero voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar ou aborrecer.Quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
    Quero estar convencido de que tudo isso... vale muito mais do que o dinheiro!
    A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
    Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar...


                                                 PORQUE O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ!

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Entrevista com Deus

 

- Entra! disse Deus. - Então queres entrevistar-me?
- Bem, respondi. Se tens algum tempo para mim...
Ele sorriu atrás da barba e disse:
- O meu tempo chama-se eternidade e chega para tudo! O que queres saber?
- Nada que seja muito difícil para Deus. Quero saber o que é que mais te diverte nos seres humanos?
Ele respondeu:
- Eles fartam-se de serem crianças. Têm pressa por crescer, e depois suspiram por voltar a ser crianças... Primeiro perdem a saúde para ter dinheiro e, logo em seguida, perdem o dinheiro para ter saúde... Pensam tão ansiosamente no futuro que descuidam do presente, e assim, nem vivem o presente nem o futuro...
Vivem como se fossem morrer e morrem como se não tivessem vivido!

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Valorizando as Coisas


Valorizando as coisas

Um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou.

- Sei que és um grande mestre – disse. - Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro; devo ajudá-lo?
- Se essa não é uma situação de emergência, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.
- Mas se tenho condições de ajudá-lo agora, que diferença fará esperar uma semana?
- Uma diferença muito grande – respondeu o sábio. – A minha experiência mostra que as pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Caminho de Volta


  
     Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

    Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!
    Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.
    Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.
    Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).
   Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.
    Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.
    Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.
Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Metáfora Terapêutica



    Era uma vez uma mulher que se mudou para uma caverna nas montanhas para aprender com um guru. Ela lhe disse que queria aprender tudo que havia para saber. O guru entregou-lhe pilhas de livros e a deixou a sós para que pudesse estudar. Todas as manhãs, ele ia à caverna para inspecionar o progresso da mulher. Levava na mão uma pesada vara. Todas as manhãs, fazia a ela a mesma pergunta:


- Já aprendeu tudo?

Todas as manhãs, a resposta dela era a mesma:
- Não, ainda não.

O guru então batia com a vara na cabeça dela.

    Isso se repetiu por meses. Um dia, o guru entrou na caverna, fez a mesma pergunta, ouviu a mesma resposta e levantou a vara para bater da mesma forma, mas a mulher agarrou-a antes que tocasse sua cabeça.
   Aliviada por evitar a surra do dia, mas com medo de represália, a mulher olhou para o guru. Para sua surpresa, o guru sorria.

Parabéns – disse ele. – Você se formou. Agora sabe tudo que precisa saber.

- Como assim? – perguntou a mulher.

– Você aprendeu que nunca aprenderá tudo que há para saber, – respondeu ele. – E aprendeu como parar a sua dor.
Muitas pessoas aprendem a parar a sua dor e assumir o controle de sua vida.
Você também pode aprender.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Um estranho em nosso lar


  

     Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho, recém-chegado à nossa pequena cidade. Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
    O estranho aceitou e desde então tem estado conosco. Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.Meus pais eram instrutores complementares: minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer. Mas o estranho era nosso narrador. Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência. Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
    Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar. O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
    Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, enquanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
    Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa? Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse. Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que, às vezes, queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
    Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool. Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente. Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
    Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram, às vezes, evidentes, outros sugestivos, e geralmente vergonhosos. Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.Repetidas vezes o criticaram, mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais, mesmo assim, permaneceu em nosso lar. Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família. 
      Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao princípio.Não obstante, se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia... Seu nome?

                                                               Nós o chamamos Televisão.

Agora ele tem uma esposa que se chama Computador, e um filho que se chama Celular!
Pede-se que este artigo seja lido em cada lar.
Autor desconhecido

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A verdade que liberta - Metáfora


   Uma mãe foi a um jantar na casa de seu filho que dividia o apartamento com um amigo. Durante o jantar ela não podia deixar de notar como o amigo do seu filho era bonito. Ela suspeitava da sexualidade do seu filho, mas sendo uma boa mãe ela sentiu que ele deveria contar para ela quando ele se sentisse à vontade para tal. Mas vendo os dois juntos só a deixou mais curiosa.
   Durante a agradável noite, vendo tamanha intimidade entre os dois, ela ficou mais curiosa ainda se havia realmente algo ali além de amizade.
    Seu filho, percebendo a curiosidade de sua mãe logo disse: "Mãe, eu sei o que você está pensando e pode esquecer, somos só amigos e nada mais."
    Uma semana depois o amigo que dividia o apartamento disse ao filho: "Desde que sua mãe esteve aqui, sumiu a travessa de prata. Você acha que foi ela?"
     O filho respondeu: "Tenho certeza que não, mas vou mandar um email para ela só para garantir". Ele sentou e escreveu: 

"Oi mãe,


   Não estou dizendo que você pegou a travessa de prata da minha casa, e nem dizendo que você não pegou, mas o fato é que desde que você esteve aqui para jantar, ela sumiu.


Beijos,


Seu Filho" 

    Dois dias depois ele recebeu a resposta da mãe: 

"Querido filho,


    Não estou dizendo que você dorme com o seu amigo, e nem dizendo que não dorme com ele, e você sabe que eu te amo de qualquer maneira. Mas o fato é que se ele estivesse dormindo na cama do quarto dele, ele teria encontrado a travessa embaixo do travesseiro.


Quando vocês dois vem aqui em casa para jantar?


Beijos,


Mamãe."
Autor Desconhecido

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Trem da Vida - Metáfora


   
Há algum tempo, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas pessoas que julgamos, estarão sempre nessa viagem conosco: nossos pais.
      Infelizmente, isso não é verdade; em alguma estação eles descerão e nos deixarão órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituíveis...Mas isso não impede que, durante a viagem pessoas interessantes, e que virão a ser super especiais para nós, embarquem.
Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos!Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio.Outros encontram nessa viagem, somente tristezas.Ainda outros circularão pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam por ele de uma forma que, quando desocupam seu assento, ninguém nem sequer percebe.
    Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos são tão caros, acomodam-se em vagões diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse trajeto separados deles, o que não impede, é claro, que durante o trajeto, atravessemos com grande dificuldade nosso vagão e cheguemos até eles...Só que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois já terá alguém ocupando esse lugar.
    Não importa, é assim a viagem: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, despedidas...Porém, jamais retornos.Façamos essa viagem, então da melhor maneira possível, tentando nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando em cada um deles, o que tiverem de melhor; lembrando sempre que, em algum momento do trajeto, eles poderão fraquejar e provavelmente, precisaremos entender isso, porque nós também fraquejaremos muitas vezes e com certeza, haverá alguém que nos entenderá.
    O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros, nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.Fico pensando, se quando descer desse trem, sentirei saudades...Acredito que sim; separar-me de alguns amigos que fiz nessa viagem, deixar meus filhos continuarem a viagem sozinhos.
    Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram...
                         E o que vai deixar-me feliz ... Será saber que eu colaborei para isso.

terça-feira, 26 de março de 2013

Os sons do silêncio

    Um rei mandou seu filho estudar no templo de um grande mestre com o objetivo de prepará-lo para ser uma grande pessoa. Quando o príncipe chegou ao templo, o mestre o mandou sozinho para uma floresta.Ele deveria voltar um ano depois, com a tarefa de descrever todos os sons da floresta.

   Quando o príncipe retornou ao templo, após um ano, o mestre lhe pediu para descrever todos os sons que conseguira ouvir.
    Então disse o príncipe:
       "Mestre, pude ouvir o canto dos pássaros, o barulho das folhas, o alvoroço dos beija-flores, a brisa batendo na grama, o zumbido das abelhas, o barulho do vento cortando os céus..."
E ao terminar o seu relato, o mestre pediu que o príncipe retornasse a floresta, para ouvir tudo o mais que fosse possível.
Apesar de intrigado, o príncipe obedeceu a ordem do mestre, pensando:
                    "Não entendo, eu já distingui todos os sons da floresta..."
    Por dias e noites ficou sozinho ouvindo, ouvindo, ouvindo..., mas não conseguiu distinguir nada de novo além daquilo que havia dito ao mestre.Porém, certa manhã, começou a distinguir sons vagos, diferentes de tudo o que ouvira antes. E quanto mais prestava atenção, mais claros os sons se tornavam. Uma sensação de encantamento tomou conta do rapaz. Pensou: "Esses devem ser os sons que o mestre queria que eu ouvisse..."
    E sem pressa, ficou ali ouvindo e ouvindo, pacientemente. Queria ter certeza de que estava no caminho certo.
Quando retornou ao templo, o mestre lhe perguntou o que mais conseguira ouvir.
    Paciente e respeitosamente o príncipe disse:
   "Mestre, quando prestei atenção pude ouvir o inaudível som das flores se abrindo, o som do sol nascendo e aquecendo a terra e da grama bebendo o orvalho da noite..." O mestre sorrindo, acenou com a cabeça em sinal de aprovação, e disse:"Ouvir o inaudível é ter a calma necessária para se tornar uma grande pessoa.
   Apenas quando se aprende a ouvir o coração das pessoas, seus sentimentos mudos, seus medos não confessados e suas queixas silenciosas, uma pessoa pode inspirar confiança ao seu redor; entender o que está errado e atender as reais necessidades de cada um.
   A morte do espírito começa quando as pessoas ouvem apenas as palavras pronunciadas pela boca, sem se atentarem no que vai no interior das pessoas para ouvir os seus sentimentos, desejos e opiniões reais.
   É preciso, portanto, ouvir o lado inaudível das coisas, o lado não mensurado, mas que tem o seu valor, pois é o lado mais importante do ser humano..."


Do livro: Histórias da Tradição Sufi - Editora Dervish

terça-feira, 12 de março de 2013

Vida Após o Nascimento - Vida Após a Morte

Foto: O CÉTICO E O LÚCIDO...

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.

- Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde. 
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
- Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.
- E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta.

- Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
- E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós. 
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo.
(desc.autoria)
Via Web
Gotinhas de Otimismo.
                                                                 O CÉTICO E O LÚCIDO...

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento.

- Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.
- Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível.
- E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta.

- Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida.
- E, afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas, às vezes, quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando ou sente como ela afaga nosso mundo.
(desc.autoria)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Qual é o valor?

  http://blog.sucessoagora.com/wp-content/uploads/2012/11/A-diferen%C3%A7a-entre-pre%C3%A7o-e-valor.jpg
 Um jovem foi até um mestre e começou a questionar o valor dos ensinamentos que ele ministrava. Disse que ele estava errado em muitos aspectos e que não concordava com grande parte dos ensinamentos.
   O mestre, sem se perturbar, retirou do dedo um anel. Em seguida entregou ao jovem dizendo: "Por favor, pegue este anel e leve até o mercado. Veja se pode conseguir uma peça de ouro por ele".
   O jovem, sem entender o motivo do pedido do mestre, foi até o mercado. Correu barraca por barraca, mercador por mercador e o máximo que conseguiu foi a oferta de uma peça de prata pelo anel. Ele voltou ao mestre e relatou o acontecido.
   O mestre então lhe disse: "Agora vá até um joalheiro e mostre o anel. Então, pergunte quanto ele pagaria".
   O jovem assim o fez. O joalheiro olhou o anel e se deteve na pedra incrustada no mesmo. Depois de um certo tempo analisando o que estava vendo, ofereceu mil moedas de ouro, só pela pedra. O jovem ficou completamente surpreso e paralisado diante da oferta.Ele voltou até o mestre e relatou o acontecido.
   O mestre então lhe disse: "A sua noção de valor em relação aos conhecimentos que transmito aos discípulos é tão grande quanto a noção de valor dos mascates à respeito de joias. Quem se propõe a avaliar joias, deve primeiro tornar-se um joalheiro".
História Sufi

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Deus Existe?


Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:

“Deus criou tudo o que existe?”
Um aluno respondeu valentemente:“Sim, Ele criou.”“Deus criou tudo?”

“Sim senhor”, respondeu o jovem.
O professor respondeu,

“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?”
O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito.

Outro estudante levantou a mão e disse:
“Posso fazer uma pergunta, professor?”
“Lógico.” Foi a resposta do professor.
O jovem ficou de pé e perguntou:

“Professor, o frio existe?”
“Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?”


O rapaz respondeu:

“De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é susceptível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.
O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor”
“E, existe a escuridão?”


Continuou o estudante.

O professor respondeu: “Existe.”
O estudante respondeu:
“Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz.
A luz pode-se estudar, a escuridão não!
Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas.

A escuridão não!
Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?
Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente”

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
“Senhor, o mal existe?”
O professor respondeu:

“Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.”


E o estudante respondeu:

“O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus.
Deus não criou o mal.
Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz.
O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações.
É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.”


Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado…

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Metáfora- A sorte do fazendeiro.


Para ler, refletir e guardar, uma bela história do livro “Zen Shorts”, de Jon J. Muth.


   “A Sorte do Fazendeiro”. Era uma vez um velho fazendeiro que já trabalhava arduamente havia muito anos. Um dia, seu cavalo fugiu. Ao ouvir a notícia, seus vizinhos foram visitá-lo. “Quanta má sorte”, eles disseram. “Talvez”, respondeu o fazendeiro.
   Na manhã seguinte, o cavalo retornou, trazendo com ele dois outros cavalos selvagens. “Quanta boa sorte!”, exclamaram os vizinhos. “Talvez”, respondeu o fazendeiro.
   No dia que se seguiu, o filho do fazendeiro tentou montar um dos cavalos indomados, foi jogado e quebrou sua perna. Novamente, os vizinhos vieram oferecer sua simpatia após o infortúnio. “Quanta má sorte”, eles disseram. “Talvez”, respondeu o fazendeio.
   No outro dia, oficiais militares chegaram à vila para levar os jovens para o exército, para lutarem em uma Guerra. Ao ver a perna quebrada do filho do fazendeiro, eles passaram reto. “Quanta boa sorte”, gritaram os vizinhos. “Talvez”, disse o fazendeiro.
   E assim se faz em nossa vida diária. Podemos compreender nossos acontecimentos como sendo mero jogo de sorte ou azar, ou apenas comprender como condições necessárias para nosso aprendizado e nossa evolução. Concerteza você já deve ter ouvido alguém dizer: Há males que vem para o bem. Pois este é o caso mostrado na metáfora. Se algo de negativo lhe acontecer hoje, pare, pense e aguarde...lá na frente isso lhe trará novas oportunidades....e se assim preferir, do males o menor!

domingo, 21 de outubro de 2012

Os Primeiros Lugares



 

   Conta uma brasileira, que foi trabalhar algum tempo na Suécia, que várias vezes fez comparações entre suecos e brasileiros. A forma de resolver problemas, a maneira de conduzir determinadas dificuldades no ambiente de trabalho, etc. Nessas suas observações, concluiu, em um primeiro momento, que os suecos tinham alguns comportamentos muito próprios. Em verdade, ela jamais imaginara que com eles aprenderia uma extraordinária lição. Algo que a faria admirá-los e seguir-lhes o exemplo.
   No seu primeiro dia de trabalho, um colega da empresa veio apanhá-la em casa e eles seguiram, juntos, no carro dele. Ao chegarem, ele entrou no estacionamento, uma área ampla para mais de 200 carros. Assim, ela e ele tiveram que caminhar um trecho considerável, até chegar à porta da empresa.
   No segundo dia, o fato se repetiu. Eles tornaram a chegar cedo e, novamente, o carro foi colocado logo na entrada. Outra vez tiveram que atravessar todo o extenso pátio do estacionamento, até chegarem no escritório.
No terceiro dia, um tanto mais confiante, ela não se conteve e perguntou ao colega: "por que é que você deixa o carro tão distante, quando há tantas vagas disponíveis? Por que não escolhe uma vaga mais próxima do acesso ao nosso local de trabalho?"
   A resposta foi franca e rápida: "o motivo é muito simples. Nós chegamos cedo e temos tempo para andar, sem perigo de nos atrasarmos. Alguns dos nossos colegas chegam quase em cima da hora e se tiverem que andar um trecho longo, correm o risco de se atrasarem. Assim, é bom que encontrem vagas bem mais próximas, ganhando tempo."
   O gesto pode ser qualificado de companheirismo, coleguismo. Não importa. O que tem verdadeira importância é a consciência de colaboração. Ela recordou que, algumas vezes, em estacionamentos, no Brasil, vira vagas para deficientes sendo utilizadas por pessoas não deficientes. Só por serem mais próximas, ou mais cômodas. Recordou dos bancos reservados a idosos, gestantes em nossos ônibus e utilizados por jovens e crianças, sem preocupação alguma. Lembrou de poltronas de teatros e outros locais de espetáculos tomadas quase de assalto, pelos mais ágeis, em detrimento de pessoas com certas dificuldades de locomoção. Pensou em tantas coisas. Refletiu. Ponderou...
   E nós? Como agimos em nossas andanças pelas vias do mundo? Somos dos que buscamos sempre os lugares mais privilegiados, sem pensar nos outros? Alguma vez pensamos em nos acomodar nas cadeiras do centro do salão, quando vamos a uma conferência, pensando que os que chegarem em cima da hora, ocuparão as pontas, com maior facilidade? Pensamos, alguma vez, em ceder a nossa vez no caixa do supermercado a uma mãe com criança ou alguém que expresse a sua necessidade de sair com maior rapidez?
Pensemos nisso. O ensinamento vale para cada dia e situação das nossas vidas.